domingo, 19 de abril de 2009

O dia mais interessante do ano.

20 de Abril de 2009.

O dia mais interessante do ano.


Hitler comemora seu 120º aniversário, assim como escola relembra os 10 anos do massacre de Columbine.


Nascem:

Napoleão III, (Imperador francês) 1808.

Adolf Hitler, (Führer alemão), 1889.

Carmem Electra, (Atriz gostosa), 1972.


Morre:

Papa Clemente V, 1314.


Fatos históricos:

Início da inquisição implantada por Papa Gregório IX, 1233. (Licet ad capiendos)

França declara guerra à Áustria, 1792.

Pierre e Marie Curie, casal de químicos, refinam o elemento rádio, 1902.

Massacre de Columbine, 1999.


E, como curiosidade, no Canadá e nos Estados Unidos o dia vinte de Abril é um cerimonial do fumo de maconha. É o 110º dia do ano (111º em ano bissexto).

Não saia de casa, as possibilidades de morte são maiores hoje.


Nota do autor: Este comentário é para não deixar passar o dia em branco, terminarei de escrever a verdadeira matéria durante o dia.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Liberdade e Nós, seus Algozes



Running Free – Iron Maiden

“Just sixteen, a pickup truck,
Out of money, out of luck.
I've got nowhere to call my own,
Hit the gas, and here I go.

I'm running free yeah, I'm running free.
I'm running free yeah, Oh I'm running free.”



Ser livre é um dos objetivos eternos dos seres humanos, os indivíduos não conhecem a liberdade mas a almejam sempre. Tal conceito não esta presente em nosso plano, cito novamente Platão, o que esta a nosso alcance é uma mera imagem da dita cuja.

Preso em minha cidade do interior, o ápice da minha sensação de liberdade se decorre em noites claras sentado à mesa de algum lugar com vários amigos e colegas, o garçom se aproxima com meu triunfo, começa a anotar os pedidos, e após um eco mecânico de pessoas pedindo uma Coca-Cola, abro as asas de minha liberdade e peço uma Guaraná.

Em nossa realidade ser livre tornou-se poder ser diferente. O direito da individualidade é algo que nasce conosco, mas ao longo de nossas vidas inúmeros são os fatores que nos reprimem a não ter aparência diferente, não ter pensamentos diferentes, não ter sentimentos diferentes.

Tolerar e entender indivíduos singulares a cada pessoa que se conhece é difícil, quando não conflituoso. A fim de se relacionar com facilidade as pessoas se acomodam em modelos pré-definidos e julgam suas vontades de ser diferentes loucuras e delírios infantis. Tal característica retoma as teorias de Marx sobre as classes sociais, os motivos para suas lutas são exatamente suas diferenças. Até mesmo os que preferem ir contra o clichê que é o convívio social e terem sua individualidade acabam se agrupando, pois não são diferentes entre si. Claro que não se pode ignorar a singularidade de opiniões e sentimentos dessas pessoas, nas quais gosto de me incluir.


Vale a pena exemplificar com os roqueiros e suas vertentes, poucas décadas atrás estavam ao estremo do diferente, “sexo, drogas e rock n’ roll”, hoje tais conceitos tornaram-se habituais, grande parte dos jovens burgueses das cidades grandes consumem drogas, ouvem musica eletrônica e bandas como Slipknot se achando roqueiros, e quanto ao sexo, no máximo apelam para prostitutas.

Porém não são eles os roqueiros, os roqueiros mudaram, mas por quê? A norma da sociedade passou a ser similar ao que eles eram, para que continuassem diferentes lhe foi necessária esta mudança, o que lhes importa não é necessariamente as drogas e tudo mais, mas sim, ser diferente!

Eu também prefiro ser diferente no que é possível, mas isso não é ser livre. Talvez seja realmente o máximo do que esta a nosso alcance, mas acreditar que a humanidade alcançou a liberdade na democracia e na pseudocultura ocidental, é enganar-se. Provavelmente a melhor maneira para tatear esse nosso objetivo seja viver isolado, afastados dos demais indivíduos não somos influenciados por ninguém e nossas vontades não precisam ser delimitadas pelo convívio interpessoal.

Abordando, enfim, uma visão mais ampla e admitindo-se a distorção do conceito de liberdade, deve-se contestar os discursos moralistas contra o autoritarismo e culturas fundamentalistas. O ideal de liberdade é um dos pilares fictícios que sustenta não só nossa sociedade, sustenta injustiça e opressão em todo o mundo.

Sendo assim, o que é ser livre?

“Permitam-me palpitar, talvez seja o amar...”


(Por: Alessandro Daolio)